Qualidade da água para consumo depende das florestas

A conclusão de um relatório feito pelo Banco Mundial em parceria com o Fundo Mundial para a Vida Selvagem (WWF) é clara: autoridades municipais poderão reduzir suas despesas no tratamento da água que servem as populações caso invistam mais na expansão das florestas que circundam as zonas de captação.
O estudo “Correr Pura” avaliou 105 metrópoles de países com diferentes níveis de desenvolvimento – Nova Iorque, Jacarta, Tóquio, Rio de Janeiro, Barcelona ou Nairobi – e seus respectivos sistemas de abastecimento, concluindo que mais de um terço destas cidades consome água de rios cujas nascentes se encontram em zonas de florestas protegidas que funcionam como filtros, retirando poluentes como pesticidas.
Em Portugal, Lisboa é um óptimo exemplo: depende da zona protegida da Serra da Estrela, lugar de nascente do rio Zêzere, cuja qualidade das águas pode ser afectada pelos recentes incêndios que atingiram o país. O investimento nas florestas é mais barato, ecológico e eficaz. De acordo com David Cassels, porta-voz do Banco Mundial, “Proteger as florestas que circundam as zonas de captação é uma necessidade premente pois, se forem destruídas, os custos para o abastecimento de água das populações sofrerão um aumento insustentável”.

França pede aliança Europa-África para o clima


Em nome da presidência francesa da União Europeia (UE), o ministro francês da Ecologia, Jean-Louis Borloo, pediu hoje uma aliança Europa-África para as negociações sobre o clima, numa reunião do Fundo Mundial do Ambiente, a decorrer de 25 a 26 de Agosto em Cotonou, capital do Benim.
“Vim aqui para vos pedir que nos ajudemos mutuamente a convencer o resto do mundo. É preciso mudar o carácter irreversível das alterações climáticas”, declarou perante os seus homólogos de 14 países da África equatorial ocidental.
“Devemos criar em conjunto este processo para a reunião de Copenhaga”, acrescentou. Da conferência de Copenhaga, em Dezembro de 2009, deverá sair um acordo mundial para a redução das emissões de gases com efeito de estufa (GEE), sucessor do Protocolo de Quioto, que expira em 2012.
Borloo salientou ainda que “a Europa, que tem a responsabilidade histórica sobre as alterações climáticas”, está a estudar com os países africanos a melhor forma de transferir os fluxos financeiros oriundos dos Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL) para combater a desflorestação e desenvolver as suas próprias fontes energéticas.
Os MDL permitem aos países desenvolvidos compensar parte das suas emissões ao investir em projectos “verdes” em países em desenvolvimento, nas áreas da energia, resíduos, indústrias pesadas especialmente poluentes e na reflorestação.
A reunião regional do Fundo Mundial para o Ambiente, organismo criado há 17 anos com o objectivo de financiar projectos de protecção ambiental, pretende avaliar os progressos conseguidos e rever prioridades e investimentos.

Portugueses mais amigos do ambiente

Portugal é o país com menor valor médio de emissões de dióxido de carbono (CO2), nos veículos automóveis novos vendidos em 2007.
A conclusão consta do estudo da Federação Europeia de transportes e Ambiente, que analisou 18 países.
O estudo, hoje divulgado, diz que os portugueses são os que mais optam por veículos mais eficientes ambientalmente. Na hora de comprar carro novo, os portugueses levam em consideração o preço e o consumo de combustível, preferindo carros mais pequenos, de baixa cilindrada e com menores emissões de CO2.
A carga fiscal do carro novo é também mais reduzida para carros mais eficientes, do ponto de vista ambiental. Em Portugal, o valor do imposto sobre veículos e o imposto único de circulação ponderam em 60% a componente de emissões de CO2.
O estudo da Federação Europeia de Transportes e Ambiente coloca Portugal como o país da União Europeia com a frota automóvel nova mais eficiente. Quercus fala em cenário animadorA associação ambientalista, que integra esta federação, considera que este é um cenário animador, mas, diz que há dois pontos negativos: a renovação da frota automóvel é ainda lenta e os portugueses usam ainda demasiado o carro nas deslocações casa-trabalho.Por outro lado, a Quercus sublinha a importância de se cumprir o objectivo traçado em 1994 - para atingir, em 2012, a meta de 120 gramas de C02/km.
Actualmente, os veículos novos comprados em Portugal emitem 143 gramas de C02/km, seguido da Itália, com emissões de 146 gramas/km.A indústria automóvel tem, entretanto, vindo a exigir que sejam considerados para esta estatística os veículos flex-fuel, que podem circular com combustíveis fosseis e bio-combustiveis. Contudo, a Federação Europeia considera que pode ser um passo negativo, uma vez que o verdadeiro impacto dos bio-combustiveis é ainda incerto e não existem certezas de que os automobilistas vão mesmo utilizar estes combustíveis alternativos.
No início do próximo mês, o Comité do Ambiente do Parlamento Europeu vai votar legislação sobre os carros e as emissões de dióxido de carbono.

As várias vidas de simples sacos de plástico

Valorização. Depois de passar por uma linha de montagem, o plástico reciclado ou volta à sua forma original ou transforma-se em muitos dos produtos que usamos todos os dias
As várias vidas de simples sacos de plástico
A relação dos homens com o plástico nunca foi pacífica. Por um lado, o plástico sempre foi visto como um material de pouca qualidade: chama--se "comida de plástico" aos alimentos pouco saudáveis; peles, fibras naturais e ouro são preferidos em vez de vulgares "imitações de plástico".
O plástico está por todo o lado, suja as ruas e insiste em não se degradar. Por outro lado, será que seria possível passarmos um único dia sem usarmos plásticos? No final de contas, é um material higiénico, isolante e praticamente inquebrável. O problema é que usufruímos tanto destas qualidades que, a dada altura, se começou a pensar se ainda haveria lugar para os homens num mundo tão poluído pelos plásticos. Contudo, garrafas, sacos e embalagens danificadas podem ter uma segunda vida e ainda gerar betão, vasos, roupa e mobiliário, sem que seja necessário prejudicar o ambiente.
É o que acontece quando depositamos resíduos de plástico no ecoponto amarelo.
Depois de recolhidas pelas autarquias, as embalagens são encaminhadas para estações de triagem, onde o plástico é separado de acordo com os seus diferentes tipos de densidade e encaminhados para as respectivas indústrias recicladoras. É aqui que se dá a reciclagem mecânica, em que os plásticos passam por um processo de trituração, lavagem, secagem e extorsão. Os resíduos de plásticos são assim convertidos em pequenos grãos que podem ser utilizados na produção de outros produtos, como tubagem, sacos, fibras para peças de vestuário, outras embalagens, etc.
No entanto, apesar de se produzirem cada vez mais produtos com plástico inteiramente reciclado, "a utilização de matéria-prima reciclada é geralmente limitada a uma percentagem que varia com o produto" desejado, sendo "misturada com a matéria-prima virgem", ou seja, plástico novo, explica Rui Toscano, presidente da Plastval, uma empresa criada com o objectivo de ajudar a atingir as metas de reciclagem estabelecidas pela legislação. Segundo este engenheiro, o uso de matéria virgem fica a dever-se à necessidade de "assegurar determinadas propriedades estruturais, níveis de qualidade, higiene e até mesmo de estética".
Já a Associação Portuguesa de Indústria de Plásticos refere que, olhando para todo o ciclo de vida do plástico, "o saco de plástico é a opção mais ecológica" face aos sacos de papel. De acordo com os fabricantes, "a produção e utilização de sacos de papel gera 70% mais poluição atmosférica", para além de os sacos de plástico serem reutilizáveis e ocuparem pouco espaço nos transportes de lixo e nos aterros.Por seu lado, Pedro Carteiro, do centro de informação de resíduos da Quercus, relembra que o plástico "é um material não biodegradável e que vai permanecer no ambiente durante centenas de anos.
Quando chega ao meio aquático, causa graves impactos na fauna marinha, além de a sua produção e queima contribuírem para a emissão de gases de efeito de estufa". Outro perigo não menos alarmante, mas mais desconhecido, é o facto de "alguns tipos de plásticos quando queimados gerarem poluentes orgânicos persistentes, entre os quais as dioxinas, moléculas muito tóxicas com efeitos cancerígenos", alerta Pedro Carteiro.
Face a todas as vantagens económicas, ambientais e de saúde pública inerentes à reciclagem, também o presidente da Plastval salienta que: "A recolha de resíduos de embalagens de plástico ainda é insuficiente", devendo-se por isso "continuar a sensibilizar a população" e a melhorar a "eficiência dos circuitos de recolha e triagem". Até porque, a nível mundial se consomem cerca de cem milhões de toneladas por ano.

Sintomas ambientais e de cuidados inadequados

Não é muito difícil observar se as suas plantas estão bem adaptadas ao local e aos tratos culturais que estão recebendo. Veja como observar alguns sintomas pode prevenir problemas e doenças.

Sintoma: Os caules crescem de uma forma exagerada, as folhas mais velhas ficam longas e desbotadas enquanto as novas não se desenvolvem.
Causa: Pouca luz. Excesso de Nitrogênio.
O que fazer: Coloque a planta num local mais iluminado. Reduza o teor dos adubos ou diminua a freqüência das aplicações.

Sintoma: As folhas antigas enrolam-se; as novas não se desenvolvem.
Causa: Excesso de luz.
O que fazer: Coloque a planta num local mais sombreado ou pare de usar adubos para incentivar o crescimento.

Sintoma: Os caules ficam polpudos, escuros e apodrecem; as folhas inferiores dobram-se e murcham; a terra, na superfície, fica constantemente molhada.
Causa: Excesso de água.
O que fazer: Não regue em quantidade ou com muita freqüência. Molhe apenas quando a terra do vaso estiver seca. Assegure-se de que o buraco de drenagem do vaso não está entupido. Não deixe a água drenada ficar embaixo do vaso mais de 30 minutos. Diminua as regas, ainda mais, no período de dormência das plantas.

Sintoma: As pontas das folhas escurecem e elas acabam murchando. As folhas inferiores ficam amarelas e caem.
Causa: Pouca água.
O que fazer: Regue até que a água escorra pelo buraco de drenagem do vaso. Não molhe outra vez antes da terra secar.

Sintoma: As bordas das folhas enrolam-se e ficam amarronzadas.
Causa: Falta de umidade.
O que fazer: Aumente a umidade, colocando os vasos sobre uma bandeja com pedrinhas e água ou então no interior de um recipiente cheio de esfagno úmido. Borrife as folhas.

Sintoma: A planta não dá flores, ou produz apenas algumas, e forma um cúmulo de folhas. Na superfície do vaso, às vezes aparece um lado esverdeado.
Causa: Excesso de adubo, principalmente nitrogênio.
O que fazer: Adube com menos freqüência, usando a metade da quantidade indicada na embalagem, principalmente no inverno, quando a planta recebe menos luz. Não use adubo rico em nitrogênio durante o período de crescimento. Não adube na época de dormência da planta.

Sintoma: As folhas inferiores tornam-se amarelas e caem; as novas não se desenvolvem e os caules param de crescer.
Causa: Falta de adubos.
O que fazer: Adube freqüentemente no período de crescimento da planta.

Sintoma: As folhas ficam amareladas, dobram-se e murcham.
Causa: Excesso de calor.
O que fazer: Mude a planta para um lugar mais fresco.

Sintoma: Surgem manchas amareladas ou amarronzadas nas folhas.
Causa: Água fria nas folhas.
O que fazer: Ao regar as plantas, use água à temperatura ambiente ou um pouco mais alta.

Sintoma: Manchas brancas amareladas ou amarronzadas nas folhas.
Causa: Queimadura do sol.
O que fazer: Propicie mais a sombra à planta, filtrando a luz do sol com cortinas, ou mude-a para perto de uma janela que não receba luz solar direta nas horas mais quentes do dia.

Sintoma: Uma cobertura branca aparece na superfície da terra ou nas margens e lados do vaso de barro. As folhas que tocam na borda do vaso murcham, apodrecem e caem.
Causa: Acúmulo de sais provenientes dos adubos.
O que fazer: Regue a planta inteiramente, para dissolver os sais. Depois de meia hora, molhe-a novamente para que os sais sejam expelidos pelo buraco de drenagem. Lave bem os lados e margens do vaso e revista essas partes com cera derretida.

Sintoma: As raízes ocupam todo o espaço do vaso e passam pelo buraco de drenagem. A planta murcha ou produz apenas pequenas folhas.
Causa: Vaso pequeno.
O que fazer: Replante num vaso maior.
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