Contra lagartas? Calda de angico!

As plantas estão sendo atacadas por lagartas? Calma! Existe uma solução natural para combatê-las, desde que a infestação não seja muito intensa: calda de angico.

Faça assim:

Coloque 100g de folhas novas e vagens de angico de molho em 1 litro de água e deixe lá por uns 10 dias. Passado esse prazo, coe e coloque a calda em um vidro limpo e com tampa. Na hora de aplicar, dilua a calda em água na proporção de 1 parte de calda para 10 partes de água, e pulveriza sobre as plantas atacadas.

Portugal podia evitar emissão de dois milhões de toneladas de CO2

Um estudo desenvolvido por investigadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) revela que, se todos os consumidores portugueses tivessem o cuidado de poupar energia eléctrica, seria evitada a emissão de dois milhões de toneladas de dióxido de carbono. Ao nível da Europa, a poupança impediria a libertação de mais de 100 milhões de toneladas para a atmosfera.
Ciência Hoje falou sobre o REMODECE (Residential Monitoring to Decrease Energy Use and Carbon Emissions in Europe) com Paula Fonseca, directora técnica do projecto. A investigadora contou ao Ciência Hoje que “este trabalho de caracterização dos consumos no sector residencial levou cerca de dois anos e meio”.

O estudo foi realizado com base em auditorias nas habitações, que compreenderam entrevistas pessoais e medição dos consumos de equipamento informático (computadores, impressoras, modems, monitores), equipamento de entretenimento (televisores convencionais, plasma e LCD, leitores e gravadores de DVD, entre outros) e iluminação. Uma campanha de inquéritos permitiu ainda avaliar o comportamento dos utilizadores finais no uso de equipamentos.
As conclusões do estudo vão de encontro ao que se tem vindo a dizer sobre as consequências do comportamento humano no meio ambiente e vêm dar força aos alertas lançados por campanhas de sensibilização. Se os consumidores portugueses utilizassem tecnologias mais eficientes disponíveis no mercado, ou tivessem mais cuidado com a poupança energética, seria evitada a emissão de dois milhões de toneladas de dióxido de carbono e a importação de 800 milhões de m3 de gás natural. Ao nível da Europa, os valores são naturalmente mais elevados.

Potencial de poupança significativo

A poupança impediria a libertação de mais de cem milhões de toneladas de dióxido de carbono para a atmosfera. Segundo Paula Fonseca, isto revela que “a taxa de penetração das tecnologias eficientes ainda é bastante reduzida, nomeadamente em Portugal”. A investigadora acrescenta ainda que “o potencial de poupanças nas habitações é significativo, rondando os 40%”.
Quando questionada sobre o porquê de tais resultados, tendo em conta todas as soluções que actualmente se encontram à disposição dos consumidores, Paula Fonseca afirma: “A culpa é principalmente da nossa política energética”. Segunda a directora técnica do projecto, “os incentivos atribuídos à eficiência energética têm sido bastante modestos quando comparados, por exemplo, com os incentivos às energias renováveis”.

O preço é também apontado por Paula Fonseca como a principal barreira à aquisição de tecnologias mais eficientes. As lâmpadas economizadoras de energia são mais caras do que as normais e a sua eficiência é olhada com desconfiança pelos utilizadores. Os equipamentos energéticos mais eficientes (classe A) também são pouco utilizados em Portugal. “Os agentes de mercado também não ajudam”, afirma. “Se quiser comprar um frigorífico A++ em Portugal, dificilmente o encontra, porque não estão disponíveis no mercado”.
Paula Fonseca considera que, para mudar mentalidades, muito há a fazer – “uma política de incentivos forte, por exemplo, na forma de descontos na aquisição de tecnologias eficientes, e campanhas de sensibilização e de divulgação sobre equipamentos eficientes e comportamentos dos utilizadores”.
Diz a investigadora: “Cabe a todos os agentes, políticos e não só, tomar medidas com vista a uma transformação do mercado”, frisou a investigadora. “Se todos fizermos um esforço na alteração dos nossos hábitos no sentido de uma utilização mais eficiente da energia, estaremos a contribuir para um mundo melhor e para a redução das emissões de gases com efeito de estufa”.
E destaca Paula Fonseca que “está a ser criada uma base de dados europeia de consumos eléctricos no sector doméstico e desenvolvido um software que irá auxiliar os consumidores na selecção e operação adequada dos equipamentos domésticos, permitindo-lhes a avaliação das economias de energia eléctrica”.
No trabalho da FCTUC, uma espécie de ranking organiza os países segundo a opção por aparelhos eficientes. A Dinamarca e a Noruega estão no topo, Portugal surge a meio da tabela, à frente da Grécia e dos países de Leste e a par da França e da Itália.
Os resultados do projecto REMODECE vão ser divulgados na próxima segunda-feira, dia 29 de Setembro, num workshop que irá decorrer no auditório da Comissão de Coordenação da Região, em Coimbra. No evento serão também apresentadas opções para melhorar a eficiência energética dos principais equipamentos utilizados no sector residencial, bem como tecnologias inovadoras disponíveis no mercado para iluminação, electrodomésticos e climatização.
Com um orçamento global de um milhão e meio de euros, o REMODECE envolveu, além de Portugal, 11 países da Europa – Bélgica, Bulgária, República Checa, Dinamarca, França, Alemanha, Grécia, Hungria, Itália, Noruega e Roménia. Em cada país, uma equipa ficou responsável por desenvolver o estudo, tendo o Instituto de Sistemas e Robótica (ISR) da FCTUC coordenado o projecto a nível europeu. O REMODECE foi financiado em 50 por cento pela União Europeia no âmbito do Programa Energia Inteligente.
Artigo original em Ciência Hoje

Qualidade de água dos rios nacionais muito aquém

A associação ambientalista Quercus desenvolveu uma estudo sobre a qualidade da água dos rios nacionais, concluindo que cerca de 30% têm uma qualidade má ou muito má.
Ao todo, a associação analisou 14 rios de Norte a Sul do país, num total de 20 localizações de análise, durante a semana passada. Em alguns casos em mais de um ponto.Os resultados da análise, que serão apresentados esta quarta-feira, demonstram que 30% das águas fluviais têm qualidade má ou muito má mas, por sua vez, 40% apresentam qualidade razoável. Nas restantes a qualidade é boa ou excelente.
Em 70% dos casos a qualidade da água não gera condições necessárias ao desenvolvimento da vida piscícola, uma situação algo preocupante relativamente à conservação da bio-diversidade.
Entre os rios analisados, os que se destacam mais pela negativa são o rio Tejo num ponto de medição em Niza, bem como o rio Ave, em Vila do Conde, Sado, em Santa Margarida do Sado, a ribeira de Quarteira e o Rio Mira, em Odemira.
Em situação inversa está o rio Corgo, em Peso da Régua, e o Zêzere, em Constança, que apresentam uma excelente qualidade de água, refere a Renascença.
Artigo original em Fábrica de Conteúdos

Área desflorestada na Amazónia aumenta

O Ministério do Ambiente do Brasil informou que a área desflorestada na Amazónia mais que triplicou durante o passado mês de Agosto, em comparação com o mesmo período de 2007.
A tutela brasileira, que divulgou uma lista de 100 pessoas e empresas que praticaram desflorestação ilegal, acusa o Instituto de Colonização e da Reforma Agrária (ICRA), do Estado, de ter permitido que fazendeiros e agricultores desflorestassem mais de 20 mil hectares na floresta amazónica.
Conforme salienta o Diário Digital, a maioria destes actos tem como finalidade vender madeira ou usar os terrenos para plantações.
O Governo brasileiro anunciou, entretanto, a intenção de colocar três mil militares no terreno, a fim de patrulhar e impedir a realização de queimadas em zonas protegidas.
Artigo original em Fábrica de Conteúdos

CE avalia cumprimento de nova lei sobre reciclagem de pilhas

O cumprimento da nova legislação comunitária relativa à recolha e reciclagem de pilhas e acumuladores será avaliado pela Comissão Europeia que pretende comprovar se a lei está ser aplicada nos diversos países.
Entre os 16 países que ainda não comunicaram a Bruxelas a modificação da legislação nacional está Portugal, uma situação que se agrava tendo em conta que a data limite para a adopção da nova lei expirou esta sexta-feira.
De acordo com a Comissão Europeia, até ao momento, apenas sete Estados-membros adoptaram a nova directiva e outros quatro tê-lo-ão feito de forma parcial.O Executivo europeu já anunciou que irá dar início a uma acção para comprovar quais os Estados-membros que não estão a cumprir a nova legislativa, admitindo entrar com processos de infracção contra os países infractores.
Recorde-se que a nova lei, adoptada em 2006 pelo Parlamento Europeu e Conselho, prevê a implementação de diversos pontos de recolha de pilhas usadas em locais de fácil acesso, para que os consumidores possam facilmente entregar e deixar as suas pilhas.
A mesma norma obriga ainda os distribuidores a aceitar a devolução de baterias e acumuladores portáteis usados, sem que tal se traduza em encargos para os consumidores.
Com a nova lei, que se assume como uma revisão da directiva de 1991, o Executivo comunitário espera um aumento de, pelo menos, 25% da reciclagem destes materiais, até 2012.Em 2007, a empresa responsável pela gestão destes resíduos em Portugal, a Ecopilhas, recolheu um total de 19 milhões de unidades, o que se traduz num aumento de 10% face a 2006.
Artigo original em Fábrica de Conteúdos
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