Portugal acima da média europeia na recolha e reciclagem de pneus

"Portugal já recolhe a quase totalidade dos seus pneus usados. Em 2007 o País recolheu cerca de 98,5 por cento destes resíduos, um valor acima da média europeia, que se situa nos 87 por cento. Os dados foram apresentados por Climénia Silva, directora-geral da Valorpneu, na 2ª Conferência de Resíduos, organizada pelo jornal Água&Ambiente. Enquanto a média de deposição em aterro deste resíduo nos países da Europa é de 13 por cento, no nosso País já é de zero por cento, acrescentou.
Foram ainda recauchutados 27,1 por cento dos pneus usados, e reciclados 65,6 por cento. Também em 2007 a Valorpneu viu crescer os contratos com os produtores em 16 por cento, totalizando 691 contratos. Todos os recauchutadores existentes em Portugal, 33 no total, estão dentro do sistema, dos quais 18 aderiram no ano passado.
Entre 2003 e 2007 a entidade gestora já recolheu 428 mil toneladas de pneus, o equivalente a cerca de 35 milhões de unidades. No ano passado, dos 93 747 pneus usados foram recolhidos 92 322, tendo sido colocados no mercado 83 772 unidades. Esta diferença deve-se, segundo Climénia Silva, aos pneus recauchutados que voltam a ser recolhidos, e aos pneus recolhidos que ficam fora do universo dos produtores aderentes."

Valorpneu recolhe e trata 97 246 toneladas de pneus

"Em 2007, a Valorpneu continuou a consolidar a sua actividade, tendo recolhido e tratado 97 246 toneladas de pneus. As iniciativas realizadas para captar novos aderentes traduziram-se em 85 novas adesões de produtores, tendo o ano fechado com 691 produtores/importadores. A taxa de recolha dos pneus usados gerados cifrou-se nos 98,5 por cento.
Cerca de 65,6 por cento dos pneus foram reciclados e 34,4 por cento foram valorizados energeticamente, o que ultrapassa as metas definidas legalmente, sublinha a Valorpneu. Em relação à recauchutagem, ainda não foi atingida a meta legal de 30 por cento, ficando demonstrado, segundo a empresa, «que esta se encontra desajustada e inconsistente com o mercado nacional».
Em 2007 aderiram 18 novos recauchutadores, registando a Valorpneu, no final do ano, um total de 33 recauchutadores aderentes, que correspondem à totalidade do universo identificado de recauchutadores com actividade em Portugal. No final do ano, o sistema contava com 49 pontos de recolha, dos quais 40 no Continente, um ponto de recolha na Região Autónoma da Madeira e 8 na Região Autónoma dos Açores."

Hidrogénio pode reduzir em 40 por cento o consumo de petróleo nos transportes

"No ano 2050 o hidrogénio poderá reduzir em 40 por cento o consumo de petróleo nos transportes, de acordo com o projecto europeu HyWays, que propõe uma estratégia para ultrapassar os constrangimentos económicos e tecnológicos e potenciar a competitividade europeia.
Vários estudos calculam que o patamar da rentabilidade possa ser atingido entre 2025 e 2035. O plano de acção que consta no projecto HyWays indica que durante esse período, com estimativas para o ano de 2030, já possam circular 16 milhões de automóveis movidos a hidrogénio, caso se concretize o investimento total de 60 mil milhões de euros.
Em termos de potencial, o hidrogénio, por ser um vector energético com zero de carbono, pode produzir-se a partir de todos os recursos energéticos e converter-se em electricidade e calor com «uma alta eficiência e sem emissão de gases», destaca o relatório da ETAP - Enviromental Technologies Action Plan, sobre este vector energético.
Além disso, o hidrogénio «permite a cada Estado-membro da União Europeia optar pelo mix energético que mais lhe convier». Não obstante, para ser competitivo, «é necessário reduzir consideravelmente o custo do seu uso final, especialmente para os transportes rodoviários», avalia o documento. Para isso será necessário desenvolver programas de incentivo à inovação tecnológica."

Plantas «escalam» montanhas devido ao aquecimento global

" O aquecimento climático causou, nas últimas décadas, a migração de numerosas espécies vegetais para altitudes mais elevadas, revela um estudo conduzido por uma equipa internacional e publicado quinta-feira na Science.
Comparando a distribuição de 171 plantas de floresta em altitudes que variam do nível do mar aos 2.600 metros entre 1905 e 1985 e, depois, entre 1986 e 2005, os investigadores concluíram que as plantas "escalaram" cerca de 29 metros por década.
As observações mostram que as alterações climáticas não afectam somente a distribuição das espécies vegetais em longitude e latitude mas também em altitude. A mudança é mais evidente nas ervas de renovação rápida e nas plantas de regiões montanhosas, que, tal como já se suspeitava, são mais sensíveis às mudanças do clima - assinalou Jonathan Lenoir, do Instituto de Tecnologia de Paris, principal autor da investigação. O estudo assinala que o aquecimento do clima está a provocar uma resposta biológica e ecológica dos animais e das plantas na superfície de todo o planeta (comprovada pela evolução da distribuição e pela densidade das espécies) mas também nas profundidades marinhas. Os cientistas notaram ainda que a mudança climática em França - onde teve lugar grande parte do estudo - se caracteriza por aumentos anuais médios de temperatura com uma amplitude superior ao resto do mundo, pois enquanto em todos os países estudados se verificou um aumento de 0,6 graus Celsius, em França a subida foi de 0,9 graus. Nas regiões alpinas, o aumento da temperatura média chega ao 1 grau desde o início dos anos 80, o que explica o recuo dos glaciares, indicam os analistas."
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