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Frésia




Frésia, frísia, junquilho


Informações gerais:


Planta herbácea bulbosa, híbrida, que cresce a altura variada de 20 a 30 cm; caracterizada por folhas lineares longas, que secam após o florescimento. Geralmente é cultivada em canteiros, a pleno sol e bem adubados. As frésias também são cultivadas como flores para corte. Se desenvolvem melhor em regiões de clima frio.


Flores:


São duráveis, de cores diversificadas e surgem de inflorescências recurvadas, apenas de um lado.


Época do florescimento:


No inverno e primavera.


Propagação:


Através de bulbos.


Plantio:


Os bulbos devem ser plantados no outono. O bulbo principal forma bulbos laterais, chamados de bubilhos, que são então separados da planta original, e que também irão se transformar em bulbos principais.


Preparo do canteiro:


Deve ser preparado com antecedência, revolvendo-o e acrescentando uma mistura de esterco bem curtido e fertilizante, na proporção de 2,5 kg para cada 30 m2 .


Margaridas



Outros Nomes Populares:

Sempre-viva, Margarida-inglesa, Bonina, Bela-margarida.

Nome Científico:

Bellis perennis.

Planta:

Trata-se de uma planta rústica e que exige poucos cuidados. É da família das Compostas e se caracteriza por ser uma herbácea de pequeno porte perene, que costuma ser cultivada anualmente. Ela é plantada como bordadura e sua origem está nos continentes europeu e asiático. Essa planta pode atingir a altura de 40 centímetros. Sua propagação se dá através de sementes durante o outono.

Flores:

São flores isoladas que apresentam várias cores e florescem no inverno e primavera. Elas costumam ser utilizadas para arranjos florais.

Tipo de Folha:

Oval

Ambiente e Cultivo:

São cultivadas em jardins. Gostam de clima ameno e o solo ideal é o arenoso rico em matéria orgânica. Precisam ser regadas de duas a três vezes por semana nos meses quentes e uma vez por semana nas épocas frias. Essas plantas preferem sol pleno.

Adubação:

Adubar uma vez por ano, com farinha de osso, farinha de peixe ou torta de algodão, usando-se fosforita, superfosfato, termofosfato ou NPK rico em P.


Lavanda



Família: Lamiáceas (Labiadas)
Nome comum: Alfazema ou Lavanda
Outras variedades: L. stoechas, L. 'Hidcote', L. 'Sawyers'


Descrição: A Lavandula angustifolia, é uma planta com excepcional aroma que emite quer a partir das suas flores que surgem em Julho, quer a partir das suas “folhas estreitas” (angustifolia, tradução do latim) cinzentas esverdeadas. A flor da Lavanda é, regra geral, azul-lilás e desenvolve-se em espiga ao longo de um caule fino e longo, que cresce acima das folhas. Embora se julgue que é uma erva aromática, a Lavanda é um arbusto perene de caule lenhoso.


Origem: Regiões da Bacia do Mediterrâneo.


Cultura:Muito fácil de cultivar, a Lavanda requer solo pouco fértil, quase dispensando qualquer fertilização adicional. Desenvolve-se em solos secos sem necessidade de rega especial. Não é atacada por pestes ou pragas e o único cuidado que requer verdadeiramente é a poda a realizar no mês de Abril sobre os ramos que nasceram no ano anterior, para encorajar novos rebentos e estimular floração mais abundante. Para melhores resultados, é aconselhável uma segunda poda a meio ou no fim do Verão com o objectivo de retirar as flores velhas e os respectivos caules secos. Resiste extraordinariamente ao frio, podendo durar anos a fio no mesmo local sem problemas.
Luz: A Lavanda gosta de exposição directa ao sol.
Humidade: A Lavanda gosta de solo neutro ou ligeiramente alcalino (Ph >7), arenoso e bem drenado. Tolera bem a seca e por essa razão pode ser utilizada em jardins de rochas (xeriscultura).

Resistência: Planta perene nas zonas 5 a 8, muito resistente ao frio.

Propagação: A propagação da Lavanda é muito fácil. Em Agosto ou Setembro retire estacas ou divida cada planta cuidadosamente pela raiz, plantando num meio arenoso e protegido do vento. É difícil obter plantas de Lavanda por semente, se bem que não seja impossível. Se quiser tentar, semeie directamente no local definitivo e aguarde algum tempo até que um rebento surja. A planta terá 25 a 30 cm ao fim de dois anos. Também existem pés de Lavanda de pequena dimensão em viveiro, mas tenha muito cuidado com a manipulação destas plantinhas pois são extraordinariamente sensíveis e não gostam de ser mexidas. Quando comprar estes rebentos veja se não está a comprar Rosmaninho (ou Alecrim) que é muito semelhante à Lavanda com este tamanho.

Aplicações:Há uma grande variedade de plantas de Lavanda disponíveis cujas flores podem ser roxas, brancas, rosa ou azul. Existem variedades anãs - “Nana”- que não crescem mais do que 30 cm em altura e são excelentes para fazer bordaduras de canteiros. A variedade “Alba” chega aos 50 cm e tem pequenas flores brancas e rosadas. O cultivar “Hidcote” é conhecido por ter a cor azul mais profunda de todas as variedades.A flor da Lavanda é utilizada em arranjos florais secos pois o seu aroma perdura por muitos meses. Para obter este resultado, corte simplesmente as flores quando se encontrarem totalmente abertas e pendure o molho num sítio fresco, ventilado e escuro, até secar completamente. O aroma da Lavanda é de há muitos anos considerado um dos mais agradáveis, tornando-a muito apreciada em saquetas que se guardam nas gavetas de roupa de casa e em misturas “pot pourri” ou de flores secas e aromáticas. A Lavanda pode ainda ser utilizada em chá aromático e como planta medicinal, por exemplo em aromaterapia, para induzir o sono.

Características:A planta da Lavanda pode atingir um máximo de 1 metro de altura e outro tanto de largura, se bem que regra geral se mantenha com 50 cm de altura e sensivelmente o mesmo quanto à largura. Pode ser plantada num jardim de ervas ou como arbusto decorativo no meio de outros arbustos, como sebe ou ainda numa bordadura em volta de um canteiro ou ao longo de um passeio.As borboletas e as abelhas são atraídas pela Lavanda que no Verão ondula brandamente com a azáfama que rodeia as suas flores do nascer ao pôr do sol.

Ovos Estrelados




Família: Limnanthaceae

Nome comum: Ovos Estrelados ou Escalfados

Outras variedades: L. D. Sulfurea

Descrição:A planta que em inglês é popularmente conhecida por poached eggs ou Ovos Escalfados é quase inexistente em Portugal, embora seja de fácil cultivo e muito útil para combater os pulgões e outras pragas hortícolas. Atrai abelhas que se entretêm afanosamente durante o período solar diário, tão ocupadas que nem se incomodam com quem passa perto, o que é certamente uma vantagem. Apresentam-se num tufo verde compacto, com centenas de pequenas flores brancas com o centro amarelo. Daí o nome popular.
Origem:Provém das pradarias da costa oeste da América, especialmente da Califórnia e do Oregão.
Cultura:A primeira sementeira deve ser feita no Outono em local definitivo onde passarão o Inverno. Caso as condições específicas não permitam este procedimento, semeiam-se em viveiro em Abril para transplantar no início da Primavera, em solo fresco e húmido, com boa drenagem. Guardar 20 cm de distância entre cada pé e regar com abundância.
Luz: Sol pleno ou sombra filtrada.
Humidade: Abundante junto à raiz.
Resistência: Suporta bem o sol e resiste nas zonas mais áridas, desde que exista alguma humidade no solo.
Propagação: Por sementes, volta a nascer livremente no mesmo local na Primavera seguinte, a partir das sementes do ano anterior. Na primeira sementeira, devem distanciar-se as sementes umas das outras, uma vez que a folhagem da planta jovem é muito sensível e as raízes são capilares, tornando o processo de transplante mais fácil quando se encontram mais separadas. Corte a primeira geração de flores da época com uma tesoura de podar logo que amadureçam, retirando-lhes as sementes em formação, para que uma segunda geração de flores apareça ainda na mesma época.
Aplicações:Em bordos de pátio, debaixo de árvores e arbustos ou em pleno campo, onde acabam por se naturalizar pois são ligeiramente invasoras. As plantas jovens são perfeitamente identificáveis, com a sua folhagem fina e verde clara, podendo ser arrancadas ou transplantadas para outros locais, caso as sementes tenham ultrapassado a área onde são bem vindas. Em regra atingem 30 cm de altura e formam uma bela mancha colorida que atrai os insectos benignos. Quando adultas, os caules são tenros e partem-se com facilidade, mas para além deste aspecto não requerem nenhum cuidado especial.

Características: A facilidade com que germinam e se multiplicam, o efeito alegre que as pequenas flores proporcionam e a adoração que as borboletas, as abelhas e os insectos benignos lhe devotam, faz com que estes Ovos Escalfados sejam realmente uma planta prenunciadora do espírito da Primavera, cheios de cor e vida.
Para que se reproduzam de novo, corte as cabeças das flores, deixando as sementes maduras cair no solo e envolva tudo com terra fina numa passagem ligeira com o ancinho. A folhagem decompor-se-á enriquecendo o solo. Regue bem logo de seguida, mantenha o solo húmido e aguarde pela nova germinação, no início da Primavera.

Tulipa



Família: Liliaceae

Nome comum: Tulipa

Outras variedades: Existem muitas variedades.


Descrição: Existem inúmeras espécies de Tulipas, de cores e feitios para todos os gostos. Muitas delas são variedades cultivadas em laboratório a partir de exemplares simples. As Tulipas são bolbos que duram vários anos quando tratados adequadamente e cada bolbo produz em regra uma única flor no início da Primavera. As flores têm a forma de um sino invertido e possuem regra geral sete pétalas, mas podem existir Tulipas com pétalas dobradas, em forma de estrela ou com riscas de mais de uma cor. Existe um acordo internacional que classifica e caracteriza todas as Túlipas conhecidas e registadas no “Registo Internacional e Lista Classificada dos nomes de Tulipas”, publicado na Holanda pelo Real Associação dos Produtores de Bolbos.


Origem: As espécies originais são provenientes da Europa e da Ásia, sobretudo das regiões de clima temperado. Dão-se bem em zonas com Invernos frios e Verões secos, e desenvolvem-se bem em solos pouco ricos.


Cultura:O cultivo das Tulipas é um pouco mais difícil do que os outros bolbos de Primavera. Não suportam a concorrência de outras plantas no mesmo canteiro. Se o solo for excessivamente acido, deve ser neutralizado com cal. Não deve plantar-se Tulipas no mesmo local por mais de 2 ou 3 anos seguidos, para não esgotar o solo.


Luz: Apreciam o sol intenso e desenvolvem-se melhor quando orientadas para sul. Contudo, nas zonas 7 a 10, devem proteger-se com alguma sombra ou pelo menos com sombra a meio do dia, quando o sol está mais forte.


Humidade: O solo deve ser bem drenado mas com capacidade para reter alguma humidade nos períodos mais secos de crescimento na Primavera. Se for necessário regar não molhe as folhas. Mantenha os bolbos secos durante os meses de Verão e Inverno.


Resistência: Gosta de frio e dá-se bem nas zonas 4 - 10.


Propagação: É necessário plantar os bolbos de Tulipas no fim do Outono, para que possam florir na Primavera seguinte. Não devem ser colocados no solo muito cedo porque o calor incita-os ao desenvolvimento precoce e os bolbos necessitam de um período de frio para desabrocharem convenientemente. Se pelo contrário forem plantados muito tarde não terão tempo para desenvolver adequadamente o sistema de raízes. O fim do Outono é o período ideal.Os bolbos à venda nas lojas da especialidade devem ser comprados no fim do Verão e por precaução confirme se estão velhos ou rijos e bem constituídos. Devem ser sujeitos a um período prévio de refrigeração dentro do frigorífico durante 6 a 8 semanas e só depois plantados a uma profundidade de 15-20 cm, ou no máximo 30.5 cm se se pretender deixá-los posteriormente no solo de um ano para o outro. Espace os bolbos entre si a uma distância de 20 cm. Após a floração, assim que as folhas começarem a amarelecer mas antes de se tornarem castanhas, levante os bolbos das Tulipas com cuidado para não os ferir e guarde-os em papel de jornal, durante todo o Verão, em local seco e fresco onde se manterão em condições de ser utilizados no jardim ao longo de várias épocas. Os bolbos maduros produzem por vezes “filhos” que podem ser separados do bolbo principal e plantados na época própria embora não devam florir logo na estação seguinte.


Fertilização: Espalhe um fertilizante à base de potássio e fósforo logo após enterrar os bolbos, e reforce a dose no fim do Inverno, mas com baixo nível de nitrogénio para conter a produção de folhagem verde e evitar as doenças por fungos. É recomendada a utilização de farinha de ossos e de superfosfato.


Aplicações:Plante em vasos rectangulares, em canteiros e floreiras ou no jardim no meio da relva. As Tulipas sobressaem se forem plantadas em grandes quantidades da mesma cor ou de cores complementares no mesmo conjunto, nunca isoladas pois não se distinguem. Plante grupos de 20 ou 30 bolbos da mesma cor e verá o efeito surpreendente que farão quando florirem na Primavera. São das primeiras plantas a florir no ano e por essa razão constituem o primeiro sinal da Primavera. Duram até fins de Maio.É possível forçar a floração de uma Tulipa: no Outono e no início do Inverno plante 5 ou 6 bolbos num vaso com 15 cm e cubra ligeiramente com terra fina. Guarde 6 a 10 semanas num local frio e arejado para que os bolbos ganhem raízes e nessa altura mude o vaso para um local mais quente, a fim de que a planta se desenvolva. Logo que se inicie o processo de floração, o vaso pode ser trazido para o local definitivo, a sala ou outra divisão onde permanecerá até desabrochar totalmente. Estes bolbos forçados em regra não voltam a florir.


Características: A comercialização de Tulipas é, como é conhecido, uma das maiores indústrias mundiais com relevância para a Holanda, que produz mais de 3 biliões de bolbos anualmente, dos quais uma parte é destinada à produção de flores cortadas, enquanto a maior parte constituí um importante produto de exportação para todo o mundo sob a forma de bolbos.


Sardinheira




Família:Geraniaceae(família dos geraniuns)


Nome comum: Sardinheira


Outras variedades: São inúmeras, realçam-se as que possuem folha em forma de hera, as de folhas perfumadas e a híbrida mais vulgar que é mais conhecida por Regal (Martha Washington).


Descrição: As Sardinheiras são plantas perenes mas não resistem ao frio e à geada, pelo que em regiões de temperatura extrema devem ser recolhidas para um local protegido no Inverno. Ao contrário de muitas outras plantas, a Sardinheira não necessita de descanso anual, por isso dá flor desde que seja possível providenciar-lhe luz, água e calor adequados. Em geral dá-se melhor com Verões quentes e secos e noites frescas, mas em Portugal encontra-se uma grande variedade em quase todas as regiões.


Origem: África do Sul, embora actualmente existam vários cultivares e híbridos em todo o mundo.


Cultura: Após adquirir uma planta jovem envasada, deixe a terra secar um pouco e com cuidado vire o vaso segurando com uma mão na superfície da terra e com a outra o vaso, retirando a planta para verificar como estão as raízes. Se não estiverem demasiado enroladas à volta do vaso e muito compactadas, deixe ficar onde estão por mais 5 a 6 semanas. Se pretender mudar para outro sítio (o que se torna obrigatório no caso de as raízes estarem muito apertadas) escolha um vaso ligeiramente maior e um substrato próprio para plantas, misturado com um pouco de areia de rio, porque a Sardinheira não suporta humidade excessiva nas raízes e a areia ajuda a drenar.

A Sardinheira gosta de mudar de solo com frequência, mas para além deste aspecto e de se dever “pinchar” sistematicamente com uma tesoura as pontas que crescem, para manter a boa forma da planta, quase nada mais é necessário à sua sobrevivência.Também vale a pena sacrificar as primeiras flores no início da época, para conseguir manter a boa forma do conjunto, conseguindo-se uma estrutura de ramos firme e densa, que produzirá mais vegetação e flores do que se não for aparada.

Se a planta não for nova, deve ser podada fortemente em cada ano, em geral no início da Primavera. Corte tudo o que sejam ramos finos e compridos e ainda os que pareçam secos e pouco saudáveis.


Luz: A maior parte das espécies dá-se bem com sol aberto ou com sombra parcial, pois gosta de muita luminosidade, mas nunca com o sol directo e muito quente dos meses de Julho e Agosto, que pode queimar as folhas mais tenras. Os extremos são o gerânio Martha Washington ou Regal, que necessita de alguma sombra e o Pelargónio ou gerânio perfumado, que prefere mais sol. No Inverno deve ser reduzida a quantidade de rega para uma vez por semana, pela manhã, para que à noite a terra esteja seca.


Humidade: Não tolera a humidade excessiva na raiz, por isso o solo deve ser bem arejado e poroso. Uma mistura com alguma areia de rio, em cima de algum pedrisco ou leca resulta bem. Por esta razão as raízes não devem também ser plantadas muito fundas, sendo preferível deixá-las mais perto da superfície.


Resistência: Não suporta o frio excessivo (as folhas ficam avermelhadas) e morre com a geada, embora possa regressar na Primavera, mas sempre debilitada.


Fertilização: Embora não necessite de solos muito ricos, ganhará se for fertilizada ligeiramente na Primavera com fertilizante liquido 20-20-20 ou 15-30-15 sempre nas (ou abaixo das) doses recomendadas pelo fabricante.


Propagação: Por estacas com 7,5 a 10 cm retiradas dos ramos mais altos nos meses de Abril a Setembro, plantadas após serem mergulhadas no fertilizante hormonal próprio, em solo bem drenado, misturado com areia limpa e sem sal. Retirar as folhas inferiores da estaca em dois terços. Os rebentos novos nascem em 4 a 5 semanas.


Aplicações:Dependendo da espécie a Sardinheira pode ser utilizada em cestos pendentes, em floreiras, em vasos pendurados nas janelas e em paredes ou em canteiros no jardim. Se pretender ter vários pés no mesmo contentor, prefira um conjunto da mesma cor e espécie ou pelo menos de tons que no conjunto sejam harmoniosos. Separados entre si cerca de 50 cm, verá o belo efeito que produzem. Não se esqueça de retirar todos os Verões algumas estacas para reprodução na estação seguinte, como acima referido. É das plantas mais fáceis de reproduzir e o efeito que produzem quando em quantidade é extraordinário.


Características: A Sardinheira é uma planta muito resistente às doenças e pragas, mas o excesso de água e o fungo que dá origem à botrytis podem dar cabo de uma planta. Nesse caso o melhor é deitá-la fora e começar tudo de novo. Para melhor promover a saúde e higiene destas plantas, não se esqueça de remover durante toda a floração, as flores e as folhas que secam, o que ajudará a planta a fortalecer-se. Remover também, como indicado em cima, as pontas dos rebentos novos para promover o aparecimento de mais ramos, folhas e flores.


Hortênsia




A hortênsia é um arbusto semi-lenhoso, de ocorrência comum na China e no Japão. Atinge altura entre 1,0 a 2,5 m e produz cachos de flores de cores variadas( vermelha, rosa, azul, roxo e branco), dependendo do pH do solo. Os cachos brotam no meio das folhas, que são verde escuras, grandes, denteadas, brilhantes e coriáceas, e permanecem floridos durante mais ou menos 6 semanas.


Existem muitas variedades, e de um modo geral, se desenvolvem em locais sob luz indireta, com temperatura entre 12 e 21ºC, e em solo fértil, de boa drenagem e que deve ser irrigado sempre que necessário.


Propagação: é realizada através de estacas, obtidas a partir de ramos sadios, geralmente após o florescimento.


Preparo das estacas: as estacas são pedaços de aproximadamente 20 cm, cortados de ramos com diâmetro em torno de 1 a 1,5 cm. O corte da base é feito em bisel, abaixo de um nó ou gema e o da ponta também acima de um nó; tem se o cuidado de retirar as folhas da base deixando-se somente 2 ou 3 da parte superior. São colocadas para enraizar em estufas, local telado ou em canteiros a pleno sol.


Substrato de enraizamento: pode-se utilizar uma mistura de 2/3 de terra vegetal e 1/3 de areia fina, onde serão fixadas as estacas de maneira que as folhas fiquem expostas. Após 30-90 dias as estacas estarão com brotos, realizando-se então o transplante para recipientes individuais ou canteiros.


Preparo do canteiro: deve ser preparado com antecedência, revolvendo-o e acrescentando uma mistura de esterco bem curtido e fertilizante, na proporção de 2,5 kg para cada 30 m.


Ambiente e Cultivo:São plantadas em jardins. Gostam de clima ameno e de solo arenoso e rico em matéria orgânica. É preciso rega três vezes por semana nos meses quentes e uma vez por semana nos meses frios. Preferem sol pleno em locais frios e meia sombra em locais quentes. É bom poda-las anualmente para a sua renovação.



Prímula



Foi por ser um dos primeiros sinais da primavera, que a prímula recebeu seu nome em inglês, "primrose", que sugere "primeira rosa". Ela não é o que se chamaria de rosa hoje em dia, mas em tempos remotos, o nome era usado para uma variedade mais ampla de flores. Em algumas partes do oeste da Inglaterra, a prímula é chamada de rosa-manteiga, em razão da cor de suas flores, tão parecida com um tipo de manteiga fabricada nessa região. Em alguns locais do Brasil, a planta é conhecida como "pão-e-queijo".

Esta bela planta é pertencente à família das Primuláceas. A variedade mais comum e também mais conhecida é a Primula obconica. Suas hastes longas sustentam cachos de flores brancas, cor-de-rosa, púrpura, salmão ou lilás. A folhagem, também muito vistosa, circundando as flores, forma uma espécie de "embalagem" verde e aveludada. Trata-se de uma das mais bonitas plantas floríferas que pode ser cultivada em ambientes internos, pois aprecia ambiente fresco, com luz solar filtrada.


Para aproveitar bem a presença das prímulas em casa, vale a pena conhecer os principais cuidados que elas merecem:


* Colocar o vaso em um local onde receba luz solar filtrada, nunca com raios solares diretos;


* Manter a umidade da planta. As prímulas necessitam de solo úmido, mas não encharcado. Uma boa dica é manter o vaso sobre uma camada de cascalho, que irá recolher o excesso de água. Conforme a água vai evaporando, o nível de umidade ao redor da planta vai aumentando;


* Durante o florescimento, recomenda-se aplicar fertilizante líquido, misturado à água das regas, a cada duas ou três semanas, seguindo as orientações da embalagem do produto.


A grande variedade de cores e a delicadeza das prímulas a tornam uma planta versátil, muito útil na combinação com outras plantas. Entretanto, se a observarmos com cuidado, podemos perceber que o conjunto formado pela folhagem e pelas hastes floridas faz com que a planta seja ideal para ser usada isoladamente, tanto nos jardins, quanto em ambientes internos.


Segundo a Enciclopédia de Horticultura New York Botanical Garden, a folhagem da Primula obconica pode causar alergia em algumas pessoas mais sensíveis. Mesmo que o problema ocorra com pouca freqüência, é recomendável manipular a folhagem o mínimo possível, especialmente as pessoas que já apresentam reações alérgicas a outros agentes.

Gérbera - (Gerbera jamesonii)



Família: Compostas.

Origem: África do Sul.

Porte: Herbácea que atinge cerca de 40 cm de altura.

Floração: Floresce o ano todo, mas o auge da floração se dá no fim do inverno e início da primavera.

Plantio: Propaga-se por meio de sementes ou divisão de touceirasSolo ideal: Arenoso, com boa drenagem (mistura recomendada: 1 parte de terra comum de jardim, 1 parte de terra vegetal e 2 partes de areia)

Clima: Seco.

Luminosidade: Sol pleno.

Regas: Suporta solo mais seco. Pode ser regada, em média, 1 ou 2 vezes por semana, de preferência apenas nos períodos secos, evitando o encharcamento do soloAdubação ideal: Orgânica ou NPK 4-10-8.

Podas: Para estimular nova brotação, deve-se podar as gérberas rente ao solo, no final da floração. Podas de limpeza para retirar folhas velhas ou mortas também são recomendadas.

Uso paisagístico: Pode ser usada em canteiros, como bordadura e até como forração, graças ao seu porte que não chega a ultrapassar 40 cm.


Esta flor foi batizada com o nome de gérbera em homenagem ao naturalista alemão Traug Gerber, que a descobriu na província do Transval, na África do Sul. Aliás, muita gente ainda a conhece como “margarida-do-Transval". Parente próxima da margarida, a gérbera ficou bem conhecida no Brasil como flor de corte, usada principalmente na composição de arranjos florais. Não é para menos - a oferta de cores é tanta, que oferece um farto material para os artistas florais. Do branco ao vermelho intenso, as gérberas apresentam-se em cerca de 20 tonalidades diferentes, passando por tons amarelos e alaranjados. Os paisagistas também conhecem suas virtudes e estão aplicando a versatilidade desta planta para dar colorido aos jardins. O cultivo da gérbera não é muito complicado, mas é preciso ficar atento aos ataques de lagartas e ácaros.


Antúrio



A flor do antúrio, na verdade, é bem pequena, alcançando o tamanho da cabeça de um alfinete. A parte colorida e exótica, que normalmente achamos que é a flor, na verdade é uma inflorescência, ou seja, o conjunto formado pela espádice - espiga onde brotam as minúsculas flores - e espata do antúrio - a bráctea colorida, ou a folha modificada. As verdadeiras flores do antúrio são os pontinhos amarelos que brotam na espiga.


Esta peculiaridade é um artifício da natureza: quando as flores são pouco significativas, a natureza produz folhas modificadas ou brácteas coloridas para atrair insetos e outros agentes polinizadores. Isso também ocorre com as flores do bico-de-papagaio (Euphorbia pulcherrima) e da primavera (Bougainvillea spectabilis), por exemplo.


Mas o antúrio não impressiona apenas pela beleza da inflorescência. Suas folhas em formato de coração (codiformes), que variam de tamanho dependendo da espécie, são extremamente exóticas. Em algumas espécies, podem ser até mais atraentes que as inflorescências, bons exemplos disso são o Anthurium crystallium e o Anthurium magnificum que apresentam as nervuras em tons contrastantes, resultando em verdadeiros desenhos nas folhas.


Pertencente à família das Aráceas - que reúne cerca de 600 espécies, todas originárias da América Tropical - o antúrio é uma das espécies mais famosas da família. Suas espatas podem apresentar cores que vão do mais puro branco até o vermelho intenso, incluindo vários tons de rosa, salmão, verde e até marrom.


Algumas espécies são bem populares no Brasil, como o Anthurium andreanum - chamado de "paleta-de-pintor" e o Anthurium scherzeranum, conhecido como "flor-de-flamingo”, por apresentar a espádice recurvada, lembrando a forma do flamingo.


Cultivo
Quem deseja cultivar antúrios, pode ficar tranqüilo: é uma planta de fácil cultivo, que não dá trabalho e nem requer muitos cuidados. O primeiro passo é escolher um local sombreado para a planta, pois o excesso de sol é prejudicial ao antúrio. Procure deixar a planta à meia-sombra, isto é em locais com boa luminosidade, mas sem que receba os raios solares diretamente.

A mistura de solo indicada para o plantio é a seguinte:
1 parte de terra comum,
1 parte de terra vegetal
2 partes de composto orgânico

Procure usar mudas bem desenvolvidas com cerca de 10 cm de altura. Se for plantar em canteiros, tente colocar as mudas sob a sombra de árvores ou arbustos grandes. Para controlar problemas com fungos nos canteiros, recomenda-se fazer pulverizações periódicas com calda bordalesa. De resto, os cuidados são poucos:
· regas freqüentes sem encharcar;
· pulverizar as folhas com água durante o verão mais intenso;
· duas vezes ao ano, adubar com um composto orgânico;
· garantir sombra, calor e umidade;

Super duráveis
Exótico e duradouro, o antúrio é uma das plantas mais usadas na decoração de interiores e na formação de arranjos florais. Sua inflorescência (a parte tida como flor) chega a durar até 60 dias num vaso com água, após ser retirada da planta.


Entretanto, a beleza e durabilidade da planta na composição de arranjos e decorações dependem de fatores importantes. Em locais onde a umidade do ar é baixa, a folhagem deve ser pulverizada com água, para manter seu frescor e brilho. Para o corte, a inflorescência só deve ser retirada, quando estiver totalmente formada.


Lírio-da-paz



Originário da América Central, o lírio-da-paz (Spathiphylum wallisii ) é uma planta de porte altivo e elegante, suas folhas, de um verde intenso, contrastam com o branco puro de suas flores. Propaga-se por meio de sementes, divisão de touceiras ou por micropropagação e seu florescimento ocorre duas vezes ao ano: de janeiro a março e de julho a setembro.


O lírio-da-paz é uma planta que resiste à baixas temperaturas (desde que superiores a 5 graus), sendo que, no inverno, para que tenha bom desenvolvimento, necessita de temperaturas em torno de 15 graus. O clima ideal para o cultivo é o moderadamente úmido (70%), com temperaturas entre 20 e 27 graus. Quanto à luminosidade, recomenda-se que o lírio-da-paz não fique exposto ao sol direto, pois isso causa o amarelamento de suas folhas e bloqueia seu desenvolvimento. Por outro lado, locais com pouca iluminação devem ser evitados, principalmente porque a falta de luminosidade adequada deixa as folhas alongadas em excesso, muito finas, fragilizadas e reduz acentuadamente a floração.


A terra para o cultivo do lírio-da-paz deve ser úmida, mas nunca encharcada. Deve-se evitar, inclusive, o uso de prato com água sob o vaso. Para saber se a quantidade de água está correta, o ideal é colocar a mão na terra: se ela estiver secando, faça a rega. Como procedimento geral, recomenda-se irrigar duas vezes por semana durante o verão e uma vez por semana no inverno.
De uma a duas vezes por mês pode-se fazer uma adubação foliar, aplicando o fertilizante junto com a irrigação, sempre seguindo à risca as recomendações e indicações do fabricante do produto.


O lírio-da-paz é uma planta bem bastante resistente a pragas. Geralmente, os problemas que surgem nesta planta estão mais relacionados com erros de regas e luminosidade do que com ataque de pragas. Por sua capacidade de se desenvolver bem em ambientes internos, é uma espécie muito indicada para ser cultivada dentro de casa, desde que receba bastante luminosidade e que o local seja bem ventilado, mas protegido de ventos fortes. Seu uso em jardins internos confere harmonia e suavidade ao conjunto, mas exige cuidados básicos como adubação periódica e regas corretas, sem excessos.


Outra vantagem do uso do lírio-da-paz em ambientes internos é que esta planta funciona como uma espécie de purificador biológico, ajudando a eliminar componentes tóxicos eventualmente liberados no ar.


Para manter a beleza de suas folhas, recomenda-se pulverizá-las periodicamente com água, eliminando a poeira.


Segundo os produtores desta espécie, com o tempo, é normal a inflorescência do lírio-da-paz tornar-se verde e quando isso acontece é preciso aguardar a próxima floração.
O lírio-da-paz, assim como o antúrio e o copo-de-leite, pertence à família das Aráceas, que traz como marca formas exóticas e elegantes, com inflorescências belas e harmoniosas.


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